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Aqui você pode ler textos que ajudam a compreender melhor sua saúde emocional e espiritual, bem como suas relações com as pessoas que fazem parte de seu círculo mais próximo, como familiares, colegas de trabalho ou de estudo, membros de sua comunidade de fé, vizinhos, etc.

Conheça 10 tipos de psicoterapia e veja com qual você se identifica

Aurélio de Melo, psicólogo e professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie; Ana Merzel, coordenadora do serviço de psicologia do Hospital Israelita Albert Einstein e autora do livro "Psicoterapias: Abordagens Atuais" (Editora Artmed) falam sobre dez tipos de psicoterapia. Veja com qual você se identifica melhor. A matéria é de Marina Oliveira e Suzel Tunes, do UOL-São Paulo.

Clique no link abaixo para ler a matéria na íntegra:

http://mulher.uol.com.br/comportamento/album/2014/11/24/conheca-dez-tipos-de-psicoterapia-e-saiba-com-qual-voce-mais-se-identifica.htm

 

Observação do VIVARES: A matéria acima é bem informativa para o público não familiarizado com o mundo da saúde emocional, mas não incluiu outras abordagens que devem ser consideradas no atual processo de multipluralidade de tratamentos e abordagens, tais como: 

- Terapia Humanista, conhecida como Rogeriana ou ACP;

- As novas Escolas de Psicoterapia a partir do Dr. Rüdiger Dalhke (Alemanha), Debbie Ford (EUA), e tantos outros.

- Abordagem sistêmica, Psicodinâmica, Psicossomática, etc.

 

Veja dicas para cultivar emoções positivas e manter a saúde

 

 

Cultivar um hobby ou momento de lazer ajuda a reduzir os níveis do hormônio do estresse; Se os sentimentos negativos podem deflagrar problemas de saúde, as pesquisas também mostram que emoções positivas, como felicidade e otimismo, além do desenvolvimento da espiritualidade, podem ser um antídoto contra doenças. Um dos maiores pesquisadores desta área, Harold Koenig, da Duke University, Estados Unidos, cita evidências científicas em seu livro “Spirituality in patient care - Why, How, When, and What” ("Espiritualidade no cuidado com o paciente - por quê, como, quando e o quê", em tradução livre) que relacionam os sentimentos e a saúde. Entre as descobertas está a de que as emoções positivas e o apoio social são associados a um melhor funcionamento do sistema imunológico e a uma saúde cardiovascular mais robusta. 

Ainda segundo o livro, muitos estudos relatam que indivíduos religiosos têm propensão a pressão arterial e mortalidades mais baixas, possuem menor probabilidade em desenvolver depressão e se recuperam de doenças mais rapidamente. O mesmo ocorre em relação à felicidade: “uma pesquisa americana envolvendo milhares de pessoas de diferentes países concluiu que as nações consideradas mais felizes relatam menos problemas de pressão arterial em suas estatísticas. O resultado sugere que leituras de pressão arterial façam parte de um índice nacional de bem-estar”, de acordo com o livro “Coração...É Emoção”.

 

 

Dicas

Adotar uma postura mais positiva em relação à vida, buscando qualidade de vida, bem-estar e espiritualidade, faz bem à saúde, segundo os médicos. Veja algumas dicas para cultivar emoções saudáveis:

Pratique exercícios regularmente, o que vale principalmente para pessoas muito ansiosas, pois o exercício diminui a descarga de adrenalina e atua na liberação de endorfina (o hormônio do bem-estar).

 

Desenvolva a espiritualidade (aproxime-se da natureza e cultive uma crença). Segundo estudo do médico e pesquisador Barak Y., da Universidade de Tel-Aviv, em Israel, a espiritualidade leva a pessoa a um estado mental que induz ao equilíbrio neurofisiológico e dos hormônios, além de atuar favoravelmente na imunidade. A fé também é uma potente fonte contra adversidades.

 

Dedique-se a hobbies, passatempos, leve uma vida mais tranquila, com menos ambições. Incluir momentos agradáveis em um dia de trabalho comum, por exemplo, pode tornar os indicadores fisiológicos do estresse – como secreção do cortisol e a frequência cardíaca – iguais aos de um dia de lazer, segundo o livro “Coração...É Emoção”.

 

Fique atento ao seu ritmo de vida. Se for muito competitivo, viver brigando ou se frustrar muito na vida, saiba que essas emoções podem ser prejudiciais à saúde. A mesma coisa vale para a desmotivação, a desesperança.

 

Alimente-se melhor, durma mais e cuide da saúde de forma geral. A saúde física está ligada a emocional e vice-versa.

 

Caso não consiga superar e lidar com as adversidades da vida e a ansiedade, não hesite em procurar ajuda, como um grupo de apoio, técnicas de meditação, relaxamento, oração, psicoterapia. Falar abertamente sobre o sofrimento e ser compreendido permite que essa dor psíquica seja elaborada no nível simbólico (das palavras, ideias e emoções) e não tenha que se expressar pela via corporal.

Mantenha uma rede de apoio social. Segundo uma pesquisa americana, um amigo íntimo que more em um raio de 1,5 km aumenta a chance de que uma pessoa esteja feliz em 25%.

 

Ao identificar uma dor emocional, procure um médico. Da mesma forma que costumamos checar colesterol, triglicérides, pressão arterial é preciso dar atenção especial às emoções que causam sofrimento por tempo prolongado e de forma intensa. É sempre possível fazer modificações.

 

 

Fonte: - Portal  UOL Ciência e Saúde -  Carla Prates

 

 

Vigorexia: a doença das academias

 

Corpo sempre foi objeto de desejo e sedução e cada época da História cultuou um  modelo a ser alcançado. Nos últimos anos, o objeto masculino é o corpo musculoso que transmite a ideia de vigor e força e, é atrás dessa ideia de força e poder, que alguns adoecem gravemente. Vigorexia (ou Overtraining, em inglês), é a dependência ou fixação por exercícios, um transtorno que leva o indivíduo a realizar práticas esportivas de uma maneira fanática, independente das consequências que este exagero possa causar ao corpo. Esse tipo de Transtorno Dismórfico Muscular (TDM) é mais comum em homens e, com certeza, tem sua origem nos padrões de beleza vigente. Estar malhado, sarado é estar lindo e é o que qualquer jovem deseja para se sentir aceito, seguro em seu grupo de convivência ou mesmo nos ambientes em que se insere e alguns são capazes de tudo para atingir este padrão e gozar de todos os seus “benefícios”.

 

Os jovens são vítimas constantes do padrão de aceitação físico divulgado pelas revistas, TVs e outros meios de comunicação. Estes veículos ditam regras de comportamento e beleza e, quanto mais jovem, mais suscetível a esse tipo de massificação. Dependendo da maneira de como é criado e da sua estrutura de personalidade, a dificuldade para se aceitar da maneira como se é e, com os limites que se tem, será maior ou menor. De anabolizantes, complementos alimentares e vitaminas, às drogas para não sentir dor, vale tudo para ficar “bombado”. As academias e seus inúmeros espelhos representam o sonho de muitos e a agonia de tantos.

 

Este homem, independente de seus músculos já serem bem desenvolvidos, se enxerga franzino no espelho e muito aquém do que gostaria, o que o leva a se exercitar várias horas todos os dias e nunca estar satisfeito. Devemos entender que este jovem desenvolveu um comprometimento do esquema corporal gravíssimo que o faz sofrer, e muito. Esse tipo de transtorno acomete indivíduos com baixa autoestima, inseguros, tímidos e introvertidos que acreditam que a aparência física irá transformá-los em alguém de sucesso e que vai conseguir o que quer. Como o modelo perseguido é perfeito em todos os aspectos e a imagem no espelho representa a imperfeição completa, essa necessidade se transforma em obsessão e doença emocional.

 

Frustrados pela imagem idealizada, os jovens passam a sofrer as consequências de sua compulsão, podendo apresentar crises de ansiedade, depressão, fobias, comportamentos compulsivos e repetidos (se olhar no espelho seguidamente, medir a largura de seus músculos), entre outros sintomas. Este tipo de transtorno pode ser percebido desde a infância ou puberdade. Os pais devem ficar atentos. Quando o filho evita se expor, se esquiva dos compromissos e se mostra muito angustiado, o problema se agravou definitivamente. É neste momento, os pais precisam procurar ajuda para si e para o filho, pois todos já estão sofrendo.

Fonte: Portal UOL  -  Silvana Martani - Psicóloga

Sintomas a serem considerados...

 

QUANDO A BOCA CALA, O CORPO GRITA!

Este alerta está colocado na porta de um espaço terapêutico. 

A enfermidade é um conflito entre a personalidade e a alma

 

O NARIZ ESCORRE quando o corpo não chora.

 

A DOR DE GARGANTA ATACA quando não é possível comunicar as aflições.

 

O ESTÔMAGO ARDE quando as raivas não conseguem sair.

 

O DIABETES INVADE quando a solidão dói.

 

O CORPO ENGORDA quando a insatisfação aperta.

 

A DOR DE CABEÇA DEPRIME quando as duvidas aumentam.

 

O CORAÇÃO ENFARTA quando o sentido da vida parece terminar.                                     

 

A ALERGIA APARECE quando o perfeccionismo fica intolerável.

 

AS UNHAS QUEBRAM quando as defesas ficam ameaçadas.

 

O PEITO APERTA quando o orgulho escraviza.

 

A PRESSÃO SOBE quando o medo aprisiona.

 

AS NEUROSES PARALISAM quando a “criança interna” tiraniza.

 

A FEBRE SOBE quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.

 

OS JOELHOS DOEM quando o orgulho não se dobra.

 

O CÂNCER MATA quando não se perdoa e/ou se cansa de viver.

 

E AS DORES CALADAS? Como falam em nosso corpo?

 

A ENFERMIDADE NÃO É MÁ, ela avisa quando erramos a direção. Então precisa-se de outro CAMINHO!

 

O caminho para a felicidade não é reto e existem curvas chamadas EQUÍVOCOS,

existem semáforos chamados AMIGOS, luzes de precaução chamada FAMÍLIA,

e ajudará muito ter no caminho uma peça de reposição chamada DECISÃO,

um potente motor chamado AMOR, um bom seguro chamado FÉ,

abundante combustível chamado PACIÊNCIA.

 

Importante estrada chamada TERAPIA DA ALMA.

 

Mas principalmente um maravilhoso CONDUTOR chamado ABBA, o DEUS AMOROSO!

 

Culpar-se é querer se castigar. Responsabilizar-se é querer mudar

 

O texto desta página é de autoria do Dr. Irving Yalon - EUA

Reflexão Terapêutica de Natal

 

O que de fato o natal evoca? Para os que são cristãos o nascimento de Cristo, que é o dom supremo para eles. Para os nãos cristãos apenas uma festa de confraternização com um núcleo confuso, sem eixo, sem centralidade. No natal as pessoas tendem a ficarem mais leves, mais ternas e até mais sorridentes. Essas são categorias de uma boa saúde emocional: leveza, ternura e riso. Pena que essa boa saúde emocional não perdura todos os dias do ano novo. Assim que passam as festas, volta-se à rotina ou aos níveis baixos de vibração, de energia pessoal e grupal, de vivacidade e reciprocidade. Tem gente que nas festas de final de ano faz um incrível transformismo, deixa de ser “tatu” e passa a ser “coelho”. Mas, assim que tudo termina, volta-se novamente para dentro do seu “buraco” e ao seu mundo com significativa ausência de luz e de relações de leveza.

 

Falar em relações essa é a grande força das festividades natalinas. No fundo no fundo, o natal é mesmo RELAÇÃO. Teologicamente sabe-se que o Divino entra na realidade humana em forma de uma criança, que na verdade busca relação. Mais tarde, a criança pequena, torna-se o adulto Jesus de Nazaré e toda a sua atividade e pregação tem como foco as relações entre as pessoas, das pessoas com Deus e até com a própria criação. Somos seres relacionais e precisamos para nossa própria saúde e sentido na vida de um alter = outro (Levinás). Quando em nós há carência de relacionamentos que trazem fecundação, vibração, alegria e saudável cumplicidade, ficamos mais propensos às diversas doenças no corpo e na psique. Por isso é que o natal é mesmo um meio eficaz de tentar novas relações ou reforçar as já existentes, através de várias expressões/ações como:

   - A decoração das ruas, casas, lojas, é nada mais que afirmar coletivamente que está chegando o tempo onde todos precisam se preparar para um período de encontros relacionais mais leves, com mais flow como é moda dizer no momento em linguagem terapêutica.

- O “amigo” oculto é uma espécie de “jogo” onde entra algo de surpresa e de espera para abraçar o “novo amigo”.  Um cartão ou um presente é preparado pensando no outro que irá receber e isso traz a sensação de que se está em relação e na verdade está.

 

- Presentear alguém de quem gosto é também algo que no fundo se busca iniciar ou firmar melhor o relacionamento. As trocas de presentes além de sua força comercial há também algo de curativo e pode ser uma ocasião de desenvolver um melhor sentimento. É também uma forma de dizer eu ‘te amo’, ‘gosto de você’ ou ‘você é importante para mim’.  Por isso é saudável educar as crianças a também elas darem pequenos presentes umas às outras e aos adultos que cuidam delas, desenvolvendo no emocional da criança a capacidade de maior e melhor abertura aos outros.

 

- Comprar e usar uma peça de roupa ou outro acessório para o corpo, como que dizendo que me preparo para ser visto, notado e abordado. Afinal, uma característica fundamental de uma boa saúde emocional é a elevada autoestima.

 

- A ceia de natal na verdade tem sua origem mais religiosa que social, mas hoje na sociedade moderna mudou a ordem. Em torno da mesa natalina as pessoas vivem momentos muito agradáveis, literalmente sadios, de encontro, abraços, afagos, risos, troca de presentes e presenças. O aspecto “litúrgico” da ceia de natal seria uma experiência em micro que no fundo todos desejam que ela possa tornar-se uma vez macro, voltada para toda a humanidade. Quando estamos de fato saudáveis emocionalmente é natural querermos que também as outras pessoas estejam bem, muito bem, especialmente aquelas que fazem parte de nosso círculo mais intimo de vida e relações.

 

     

   Infelizmente parece que uma inocente ave (Peru) precisa morrer para esta ceia. Enquanto vegano acho isso horrível e desnecessário, mas respeita-se tradições e culturas onde ainda a integridade da criação não ecoou no ethos das mesmas.

 

- As músicas natalinas, geralmente com instrumentos que evocam paz e harmonia, vozes infantis, nos levam a outra dimensão de nossa interioridade que geralmente é totalmente descuidada no resto do ano. Sabe-se do poder curativo da música quando ouvida com tempo e prazer.

 

- Para os que cultivam a fé cristã, o natal precedido do Advento, tempo de 4 semanas com maior profundidade espiritual, onde cada semana acende-se uma vela, que remete a um aspecto da espiritualidade, e culminando na tradicional “missa do galo” de antigamente e hoje missa de natal, é também um extenso “retiro espiritual” onde se faz uma faxina interior para receber com pureza e leveza o Cristo que é esperado no sentido espiritual. Há muito de curativo nesse período e assim as pessoas se renovam, se reabastecem de mais perdão, harmonia, alegria e leveza. Esta é uma síntese de uma boa saúde emocional.

 

Por fim, o natal é também tempo especial para uma retomada de uma boa saúde emocional, que nos lembra que somos unidade: corpo, mente e espírito! Feliz Natal para você e com muita saúde!

Natal/2014.

A morte, essa tão (des)conhecida!

 

Quem não sabe lidar com a morte sofre mais e até mesmo adoece. No famoso romance A Montanha Mágica de Thomas Mann, emocionou-me a frase do personagem Hans Castorp: ‘a morte meu amigo é o complemento da vida’. Infeliz de quem tem pavor da morte ou a concebe como o fim de tudo e não como uma passagem. Quando viajamos para um lugar legal, para encontrar gente legal, com certeza até compramos roupas ou sapatos novos. Nossa bagagem é enriquecida com coisas também legais, pois queremos ir ao encontro de quem nós amamos e com certeza para eles ou elas queremos chegar bem e estar bem na presença dessas pessoas queridas.

 

São Francisco de Assis chamava a morte de ‘Irmã’. Místicos e místicas cristãos e de outras religiões com considerável profundidade espiritual veem na morte ocasião para completar o seu peregrinar. Muitos tinham/tem ardente desejo em encontra-la logo. Mas a verdade é que nunca estamos bem preparados para saber que amanhã pode acontecer que sejamos abraçados pelo mistério da irmã morte. Quando ‘perdemos’ pessoas queridas de forma inesperada somos tomados por uma sensação de impotência, de pequenez, até mesmo de indignação. São reações normais, mas que devem não ter sobre nós domínio. Uma morte não aceita é caminho para ‘morrer’ um pouco cada dia e daí pode-se derivar graves enfermidades. É sábio e espiritualmente necessário saber vivenciar o luto e superá-lo no tempo certo.

 

As escrituras na sua sabedoria divina nos pedem que estejamos bem preparados para quando chegar nossa hora, que sempre vem sem aviso prévio. Mas no mundo materialista onde reina de forma agressiva e violenta o ‘deus mercado’ somos distanciados da leveza espiritual, do mistério mais profundo, da dimensão poética da vida e da serenidade que vem de uma alma em repouso numa confiança maior que nós mesmos. Assim, de repente, podemos ser surpreendidos, e, que bom se tal surpresa signifique para nós passagem na serenidade e na certeza de que deixamos no nosso caminho semeaduras de paz e amor, de ternura e afeto, de alegria e saudável cumplicidade com aqueles e aquelas que fazem parte do nosso curto peregrinar.

 

É inaceitável quando temos que velar crianças e jovens e não tem nada da “vontade de Deus” nisso. Certos ‘consolos’ bobos fabricamos para preencher nosso vazio de profundidade e sentido de vida. Quando mais profundamente vivemos a vida mais profundamente entendemos a beleza da morte. Nascemos não para morrer ainda jovens, mas anciãos, como flores que embelezam a vida e por fim geram sementes e delas novas criações. No forte texto do profeta Isaías a morte ainda na primavera da vida é radicalmente condenada e seu lugar é apenas na fase bem anciã de nossa existência (Isaías 65, 17-25);

 

Precisamos consolar os que ‘perdem’ familiares e amigos ainda na primavera da vida. Mas precisamos buscar formas e caminhos onde a vida, esta sim, tenha condições de cumprir bem sua missão até o fim, quando então passará para a irmã morte o pote de água perfumada para um banho de viagem eterna. Feliz de quem tem em seu pote muita água e que o perfume não esteja vencido e nem falsificado. Esforçamo-nos para vivermos bem e assim também ‘morrermos’ bem. Amém!

Pe. Cyzo Assis Lima,fpm

 

A leveza do amor

 

Não há dúvida: o Pai do Céu nos ama! Mas não alardeia este fato aos quatro ventos! Obriga-nos a procurá-lo e a descobri-lo! Como todo bom cavalheiro, Deus é discreto: seu Amor não pesa, não fere e não machuca ninguém. É leve como a luz! É esta leveza que o devasso profana! Jamais deveríamos aceitar como sendo cristão um sistema moral que acrescenta mais peso ao que já é pesado por natureza. Vida é leveza! É por isso que as plantas crescem para cima! Não fosse a sua leveza, astro algum conseguiria flutuar no espaço com a elegância que lhe é própria.

 

Sabemos (ou poderíamos saber) que o amor torna leve o que sem ele seria simplesmente insuportável! O amor pode tornar leve e feliz até a vida de um escravo! Se em nada o diminuiu, o que Cristo veio acrescentar ao amor humano? Primeiro transformou-o em moeda corrente, igualando em dignidade o amor do pobre ao do rico, o amor da faxineira ao do sacerdote. Mais do que supor e exigir igualdade, o amor a cria. Lá onde existem diferenças de ordem hierárquica, o amor ainda não teve tempo ou oportunidade de manifestar-se em toda a sua pujante plenitude! Jesus se parecia tanto com os seus discípulos que Judas teve que dar um sinal aos soldados que o vinham prender.

 

O pedaço de pão dado a um faminto tem o mesmo valor que o pão eucarístico, pois em ambos o que determina o valor aos olhos de Deus é o amor com que é praticado e não o gesto em si. “Se tiveres alguma diferença com teu irmão, deixa o sacrifício e reconcilia-te primeiro com ele” (Mt 5,24). Jesus popularizou o mandamento do amor. Há, no entanto, quem acha que Ele foi longe demais e que acabou vulgarizando o amor, despojando-o de certa aura de sacralidade ligada a formas de vida consagrada ao culto divino. No pensamento de Jesus todo amor dignifica, eleva e enobrece! Não são as pessoas que degradam o amor ou o tornam nobre. O amor possui o poder de enaltecer aos olhos de Deus tanto aquele que ama quanto aquele que é amado! O desejo de ser amado faz parte de uma boa saúde psíco moral e mental! A necessidade de amar é a mesma que a de respirar!

 

O que Cristo veio trazer-nos é um amor novo, uma faculdade qualitativamente superior de amar. Fez o que o pomicultor faz quando enxerta uma das suas macieiras silvestres. Pode-se comparar a contribuição de Jesus Cristo à economia da evolução humana com a atividade de um perito em horticultura. Jesus chama a Deus de agricultor (Jo 15,1). O vigor e a vitalidade de um bom enxerto depende de dois fatores básicos:

 

1) O chamado “cavalo” ou “hospedeiro” será tanto mais apropriado à tarefa quanto mais selvagem e rústico for. Pode ter espinhos e não produzir mais que frutos inaproveitáveis, mas deve ser resistente a pestes e pragas. Mais que tudo deve ser perito na arte de deitar raízes, raízes abundantes, fortes e profundas! Deve ser especialista na arte de tirar do solo e da atmosfera o máximo de nutrientes aproveitáveis!

 

Sua contribuição para a produção de belos frutos é indireta, mas absolutamente indispensável. É ele que aproveita o adubo colocado em seu raizame. É ele, o humilde “cavalo”, que transforma umidade em seiva e a canaliza para o alto da planta. Os frutos, quem os produz são os ramos, mas o mérito principal por tudo não lhes pertence!

 

2) O “hóspede” que veio morar na mesma planta juntamente com o “hospedeiro” formando com ele um todo indissolúvel, é de estirpe mais nobre! É representado sob a forma de uma “gema” ou de um ramo extraído de um galho ou ramo produtivo de uma planta adulta. Numa planta bem enxertada só a gema tem o direito de brotar e de se expandir.

 

É extremamente importante impedir o aparecimento de “ladrões”, de rebentos parasitários, tão vorazes quanto uma célula cancerosa! O erro do tumor cancerígeno e maligno não reside no fato de andar sempre com fome, mas no fato de se esquecer de que pertence a um Todo Maior e que outros conjuntos orgânicos também andam com fome. O amor próprio passa a se tornar cancerígeno e maligno a partir do momento em que nos esquecemos de reparti-lo! Quem casa com a intenção de acrescentar algumas vantagens a mais à sua liberdade de solteiro, está redigindo o primeiro parágrafo do seu futuro pedido de divórcio!

 

Por: Padre Marcos Bach  -  www.padrejosemarcosbach.blogspot.com.br

Adeus, querido Rafa!

 

Conhecer o jovem Rafael Andrade mais de perto no período da Psicoterapia foi para mim um presente. No primeiro dia da Psicoterapia ele chegou como um “passarinho assustado”. Seus olhos eram um misto de medo e esperança. Medo de não vencer a dependência química e esperança em vencê-la. Durante os vários meses de Terapia eu convivia intensamente uma hora com ele na Sessão de Terapia. Ele nunca chegou atrasado para nenhuma das sessões.

 

Na 1ª Sessão disse a ele que sua jaqueta era um símbolo muito inspirador, pois trazia a palavra VITÓRIA. Disse a ele que uma Psicoterapia precisava estar focada na possibilidade de VITÓRIA. E que ele deveria apossar a partir daquele momento dessa palavra: VITÓRIA!

 

O Rafa se esforçou muito. Foi trabalhando suas sombras e jogando aos poucos luzes sobre elas. Com a medicação, com seu esforço, ele foi cada mês saindo da dependência química. Naquele período foi muito importante o apoio carinhoso e familiar dos seus tios Vanderlei e Dione. Ele viveu naqueles meses um período de leveza na residência dos tios. Foi um período que ele começou a reorganizar sua vida aos poucos:

 

- Manteve fidelidade nos estudos, inclusive passando de ano;

- Começou a procurar algum trabalho;

- Quando seu tio saia e o convidava para ir junto, ele gostava dessa

  relação e dessa proximidade.

- Para ele era muito gostoso quando almoçava na casa de suas avós.

  Ele me falava dos almoços com brilho nos olhos.

- Agora vejo que o período da Psicoterapia foi um tempo

   em que o Rafa viveu de forma intensa a vida, dentro de suas dificuldades.

   Ele precisou daquele tempo e isso o fez melhor e maior.

 

 

Há dois meses eu falei com ele de forma breve.  Saudei e perguntei como estava. Ele disse: “O Padre, tô levando. Virei uma hora aqui para falar um pouco com o Sr.” Despedimo-nos, e percebi que ele estava com serenidade. E serenidade é o que o Rafa procurava, como todo o dependente químico, busca por caminhos “tortos” um terreno plano e uma serenidade interior. 

Não posso deixar de dizer aos familiares que ninguém: a Dilma, como mãe, que lutou muito e tanto pelo filho; os tios Vanderlei e Dione, que deram um suporte bonito e amoroso a ele; o pai, que algumas vezes vinha com ele na Terapia; as avós, que com certeza rezaram e intercederam pela cura do neto; todos, que de alguma forma tentaram ajuda-lo, que não tenham nenhum sentimento de culpa. Nada de culpa. A família fez o que podia e fez com zelo e esforço.

 

O Rafa foi tão somente um bom jovem, mas que se tornou VÍTIMA. As vítimas ficam sem forças, presas, limitadas, e não passam de vítimas. Para as vítimas apenas devemos dar o nosso amor. Dar o melhor de nós com paciência e serenidade. No que vi e acompanhei, o RAFA recebeu muito amor e isso é o que agora soma diante de Deus. Ele foi amado, mesmo sendo às vezes difícil amá-lo, mas foi amado e isso é o mais importante.

 

Entregamos com todo nosso coração a vida ainda tão primaveril desse lindo jovem nas mãos do Deus Amoroso.  Vai em paz querido Rafa! Agora, você que tem o nome de Anjo, está junto aos Santos e Santas de Deus. Seja de lá uma luz que esteja voltada para nós enquanto peregrinamos. Obrigado pelo que você pôde fazer de bem e de bom dentro de suas limitações! Obrigado pelo teu sorriso que era sempre verdadeiro e iluminado. Obrigado e descanse na PAZ de Deus! Amém! 

Pe. Cyzo Assis Lima,fpm - 29.03.2015.