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Olá!

Eu sou Cyzo e dispenso em meu trabalho psicoterápico qualquer tipo de título ou formalidade. Sinta-se aqui em total acolhimento e alegra-me que neste espaço possamos de alguma forma nos conectar.

 

Grande parte de minha vida tem sido cuidar de pessoas. Gosto de pessoas. Faço meu trabalho com total vibração e responsabilidade humana e científica, respeitando as devidas abordagens e ferramentas comprovadamente garantidas para um tratamento terápico com êxito

em prol do paciente. 

Obrigado por estar aqui!

A seguir,

alguns depoimentos

Incríveis de pessoas que passaram pela psicoterapia

do VIVARES em sessões presenciais e on-line!

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Robinson Magalhães

Eu fiz psicoterapia no ano

de 2013 no VIVARES Psicoterapia.

A terapia me devolveu minha vida. Estava afundando e o VIVARES Psicoterapia com o profissionalismo

e o humanismo do Cyzo me reergueu.

Sou sempre grato!

- Capital - SP - 2015

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Maria Aparecida Coutinho

"Meu filho ainda com 18 anos fez um período de terapia no VIVARES Psicotearia em 2015.

Foi o melhor investimento na vida dele. Superou a síndrome do pânico

e conseguiu não adentrar na dependência química. Hoje é um adulto feliz, casado e pai de dois lindos filhos.

Obrigado Cyzo pelo seu amor às pessoas e seu método

de escuta curativa e séria". 

- Mogi das Cruzes - SP - 2014

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Breno Trevis

“Sem a psicoterapia do VIVARES e o profissionalismo do Cyzo, não teria tidos as diversas superações. O barco de minha vida tava sem direção. O tratamento que fiz no VIVARES Psicoterapia me devolveu autoestima e a autoconfiança. Minha vida voltou a funcionar e está bem melhor que tudo antes.”

- Vera Cruz - RS - 2019

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Leonel Evangelista

"Com a psicoterapia do VIVARES aprendi que o cuidador precisa

ter o equilibrio em cuidar-se."

- Santa Isabel - SP - 2016

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Elaine Cristina Silva 

​"O tratamento que fiz no VIVARES Psicoterapia me ajudou a não aceitar tudo de forma passiva e acrítica. Agora sei bem o que é o melhor para mim e para minha saúde emocional. Ganhei determinação e coragem em dizer as coisas, quando antes tinha insegurança. O CYzo é uma pessoa maravilhosa e que Deus dê a ele muita saúde para que possa continuar ajudando muitas pessoas como ele me ajudou na terapia"

- Capital - SP - 2015

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Luciano Frozza

 

“O VIVARES Psicoterapia me deu superação! Recomendo  a Psicoterapia do VIVARES pelo profissionalismo do psicoterapeuta com ótimas abordagens das questões, tudo muito bem atualizado.

 

Minha conclusão ao receber alta

da psicoterapia é de superação. Agradeço o atendimento prestado,

me dando o “norte” para a solução das minhas questões de gestão. Obrigado!

- Venâncio Aires – RS - 2019

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Rafael Nunes de Oliveira

 

"A psicoterapia no VIVARES ajudou que eu reorganizasse a minha vida.

No processo da terapia consegui desabafar e processar sentimentos não bons.  

A pessoa do psicoterapeuta - o Cyzo - foi eficiente e tive o resultado esperado. O preço é razoável por sessão e recomendo, sim, a terapia para amigos e familiares.

Por fim: voltei a ter uma melhor auto autoestima, confiar e acreditar mais em mim e saber me controlar, sendo mais tolerante".

- Capital -  SP -  2014

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Geovanna Gabrielly Oliveira

 

"A minha terapia no VIVARES Psicoterapia foi muito melhor que meus próprios objetivos. Abriu minha visão. Gostei dos materiais recebidos e da recepção do VIVARES que é muito organizada.

Eu recomendo a Psicoterapia do VIVARES para todos, para que consigam resolver questões em que nem vocês mesmos entendem.

A respeito do psicoterapeuta Cyzo,

é incrível como ele é. 

O local onde está o VIVARES é muito bom. É impressionante como existe certas palavras que podem causar um tremendo impacto em nossas vidas, como a palavra AMOR e FUTURO. Pois nunca sabemos o que nos aguarda, porém podemos nos preparar sempre para o bom combate. INVISTA em VOCÊ, persista nos seus sonhos, corra atrás do que acredita, principalmente da sua FELICIDADE".

-  Guarulhos – SP - 2021.

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Sérgio Alexandre Costa

 

“O VIVARES Psicoterapia me ajuda para um novo olhar e um melhor sentir.

Pessoalmente confio no trabalho do VIVARES Psicoterapia e teria muitas coisas para destacar positivamente. Registro que muitas vezes a sessão passava um pouco de uma hora e isso merece destaque. O preço da terapia é bem acessível e os materiais de apoio são de fácil compreensão.

 

Dentre as várias ajudas geradas pela terapia, uma foi ter ampliado minha visão de que nossa vida é uma

passagem rápida e que devemos aproveitar com amor o que ela nos oferece. Aprendi que felicidade importa muito mais que diversas coisas materiais.  

 

Eu já recomendei o VIVARES pela qualidade do trabalho. Ao receber

minha alta do processo de psicoterapia tenho como motivação as seguintes palavras: confiança, alegria, fé, decisão e serenidade. 

 

Me senti muito bem acolhido

pelo Cyzo, o psicoterapeuta. 

Grande obrigado ao VIVARES!

- São Bernardo do Campo - SP - 2021

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Michael Martins Wenceslau

 

"Recomendo a Psicoterapia do VIVARES com certeza e que tem ajudado muito as pessoas que sofrem com depressão, síndrome do pânico, etc. Ao psicoterapeuta Cyzo dou os parabéns pelo profissional que é!

 

O VIVARES Psicoterapia é um lugar super tranquilo e aconchegante. Parabéns a equipe de suporte que me atendeu tão bem. As pessoas são super educadas e atenciosas. 

 

Depois da terapia no VIVARES

vou me cuidar mais, começar

a pensar diferente, ficar mais com minha família, praticar mais esportes, etc.

Sempre agradecendo pelas coisas boas que estão acontecendo em minha vida e da minha família.  Agradeço mais uma vez ao Cyzo

pelas sessões que me ajudaram bastante.  Atendimento excelente. Obrigado!"  

 – Capital – SP – 2021

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Isabel Nogueira 

"O meu terapeuta foi maravilhoso e gostei do jeito como fui tratada. Nossa, como minha vida mudou e como amadureci. Amei o jeito do Cyzo conduzi todo o processo da terapia. Gostaria de dar um prêmio para ele só pelo fato de ter me ajudado tanto. Hoje eu tenho um EU melhor. Obrigada!”

- Capital - SP - 2014 - 

Bem vindo

e bem vinda

a este espaço!
Sinta-se acolhido,

estamos aqui para você. 

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Este site no

momento está

em reforma.

Logo mais estará pronto.

Desculpe o transtorno!

Nossas atividades terápicas são:

- psicoterapia presencial e on-line;

- Terapia de grupo on-line com valor social;

- Iniciação e treinamento em mindfulness = atenção plena;

- Terapia de casais, família e para equipes de RH;

- Multiplicação de conteúdo clínico via nossas mídias socais;

- Um canal no Youtube para vídeos terápicos e de espiritualidade;

- Terapia do luto em grupo on-line;

- Palestras para colégios, faculdades, hospitais, empresas e igrejas;

ESCUTA LÁ

Está no Spotify o último podcast: preciso de psicoterapia?

Passe lá, escute e também me segue lá. Gratidão!

TERAPIA DE GRUPO ON-LINE

DEPOIMENTOS de pessoas que participaram no último semestre da Terapia de Grupo Online com Mindfulness. Vale a pena conferir:

Após os depoimentos está o link para inscrição para a nova temporada de terapia on-line com mindfulness. Vaga limitadas!

“A terapia de modo geral me ajudou a ter uma visão melhor de meu espaço interno. O mindfulness nos dá atitudes diferenciadas. As pessoas percebem que a gente é diferenciado. Afinal o mindfulness agrega muita coisa em nossa vida e pretendo continuar aprofundando sempre mais.

– José Nogueira – Economista – Sta. Isabel – SP

“A terapia com abordagem do mindfulness permitiu que eu possa me perceber mais. Com a terapia de grupo aprendi que em primeiro lugar sou eu, que me priorizo. Isso é desenvolver o amor-próprio. Como sempre fui e sou cuidadora de pessoas, muitas vezes eu não me colocava em primeiro plano. Passei a valorizar um tempinho diário para a meditação e estou tendo mais constância. Gratidão por eu viver essa experiência. Foi libertador".

- Vânia – Enfermeira – Sorocaba – SP

“A terapia de grupo me ajudou

a prestar mais atenção no que falar e como ouvir”.

Margarete – Terapeuta floral – Sta. Isabel – SP

“A terapia de grupo me trouxe a consciência do autocontrole e me ajudou a lidar com as emoções de uma forma mais leve. Apreendi que as meditações guiadas nos ajudam muito e se tornou um hábito para mim. A terapia de grupo criou em mim um processo de crescimento e de cura muito grande. Hoje tenho um marco de um EU antes e um EU após esse tempo na terapia de grupo”.

Adrielle – Fisioterapeuta – São Paulo – SP

“Com a terapia de grupo passei a me cuidar mais, pensar mais em mim. Criei espaço de tempo para mim e para as coisas que eu de fato gosto. Aprendi a escutar mais e a dosar o jeito de falar. Se não fosse a terapia de grupo eu tenho certeza de que estaria internada hoje, por tudo o que passei nesses últimos meses. Sou grata também ao apoio e acolhimento do grupo”.

- Luzinete – Empresária do Bem-estar – São Paulo – SP

“Estou muito feliz por ter passado pelas 20 sessões da terapia de grupo. Não conhecia o mindfulness e ele veio reforçar coisas que eu já fazia, mas sem saber. Passei a ter maior gentileza comigo mesma. Amei fazer essa terapia e vou continuar aprofundando".

- Idalina – Professora – Sta. Isabel – SP

“Todo esse processo da terapia de grupo está sendo para mim muito curativo. O que mais eu internalizei e que tem me feito bem é o não julgamento. Essa experiência foi excelente para mim e quero dar continuidade”.

- Lucélia – Professora - Juiz de Fora – MG

“Estou em um processo de reconstrução de minha vida e essa terapia foi algo que muito acrescentou em todo esse processo. A terapia permite eu estar mais desperta e cuidar melhor de minhas emoções e de minha consciência. Tenho desenvolvido melhor a autocompaixão e a acolher bem a minha própria vulnerabilidade. O que mais conquistei é aprender a estar presente, com atenção plena. A terapia foi muito significativa e tive uma vivência bonita com todos vocês do grupo. Gratidão pela oportunidade.

Nelcy – Professora aposentada - Vera Cruz – RS

“A prática do mindfulness me fez sair do piloto automático e viver uma vida mais plena vivendo o momento presente. Na vida temos muitas oportunidades de melhorar nossa qualidade de vida. Com certeza a terapia de grupo com o mindfulness e o Cyzo pode nos mostrar caminhos melhores e mais saudáveis a serem vividos. Gratidão!".

Léo – Fisioterapeuta e terapeuta – Sta. Isabel SP

“A terapia de grupo on-line foi importante pra eu me situar no momento presente e com atenção plena. Ela me ajuda a ter foco na minha organização mental, física e nos muitos compromissos que muitas vezes eu não conseguia cumpri-los por não me organizar bem. Também aprendi como cuidar com mais profundidade da minha autoestima e deixar velhos fantasmas no passado para seguir em frente”.

Marlene – Professora – São Paulo – SP

Vídeo com parte da última sessão de terapia on-line via ZOOM no dia 26.12.2023 - Aqui estão as avaliações do processo feita pelos próprios participantes e a despedida da temporada de Iniciação Nível I em mindfulness. 

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Terapia do Luto – Abordagem 01

Cyzo Assis

É importante de vez em quando dedicar um tempinho para refletir sobre os diversos lutos em nossas vidas. Nossos avós diziam que quando nascemos começamos a ter perdas. Ao nascermos deixamos involuntariamente uma zona de conforto. O útero é nossa primeira “casa” e é doloroso sair dele. A segunda perda para o bebê é quando ele passa pelo processo do desmame. Deixar de mamar e deixar o aconchego do colo da mãe é algo desconfortável e doloroso. Por aí já imaginamos o quanto de perdas conscientes ou inconscientes que vamos enfrentar ao longo de nossas vidas.

 

Afinal, o que é o luto? A resposta não é tão simplista como parece e não dá para definir tão somente como uma perda. Sabemos o que é e em parte não sabemos também. Enquanto um processo, imaginamos os “vagões” do trem desse processo com muitas bagagens e algumas nada simples. Quando entramos em um estado de luto lidamos com emoções antes desconhecidas, com pulsões de morte, ruminações, sonhos, desordens mentais, repetições, sofrimentos e lembranças dolorosas. Passamos a lidar com algo que não sabemos como elaborar, processar e que nos confunde. Forma uma complexidade e que não se pode simplificar apenas no campo da perda.

 

O luto é comum a todo ser humano. Mas ele não é como uma gripe que trás a todos os gripados os mesmos sintomas. O luto cada um elabora e experiencia à sua maneira. Por isso que encontramos pessoas em situações parecidas de luto, mas com comportamentos totalmente diferentes. Viver a perda não é igual para todos. A felicidade parece ser igual para todas as pessoas, enquanto a infelicidade não, pois cada um é infeliz à sua maneira. O luto cada um vive também à sua maneira.

 

Aqui abordaremos o luto no sentido de perda que é a compreensão mais comum. “Muitas vezes fingimos que fazemos um luto e que só estamos é escamoteando a perda” - In Maria Homem, psicanalista. Naturalmente que não gostamos de perder. Ainda mais vivendo em uma cultura onde todos os dias somos estimulados para ganhar, vencer, chegar primeiro, enfim, ser vencedor em tudo. Podemos dizer que na prática vivemos em luto o tempo todo. Nosso inconsciente é atemporal. Com as diversas perdas [luto] vamos armazenando no mais profundo do nosso eu, diferentes camadas de luto. No momento que uma nova perda de forma impactante se faz presente em nossa vida, de alguma forma são acionados os diversos outros lutos armazenados em nossa subjetividade.

 

É preciso ter clareza que o luto traz para nós um antes e um depois. O antes do luto é uma vida em si funcional onde tudo está em grande parte bem. A partir do luto entramos em uma desorganização emocional e que nos traz os mais diversos desconfortos. Para esse depois do luto nem sempre estamos preparados e pode nos custar muito caro. Saber que há um antes e um depois do luto pode nos ajudar a experienciar o processo de uma forma que não nos traga tantos sofrimentos e nos ajuda evitar o adoecimento. A partir do momento que eu inicio um processo consciente de luto eu preciso saber que terei um trabalho a ser realizado.

 

Freud diz que o luto precisa ser trabalhado. Se o luto requer um processo de trabalho, isso significa que vai precisar de uma significativa carga de energia. Todo e qualquer trabalho requer investimento de energia mental e física. "Luto e melancolia" é sem dúvida um texto privilegiado para o desdobramento dessa desafiadora proposta que é experienciar o luto. Trata-se do último dos textos metapsicológicos escritos por Freud em 1914-1915. Freud nos dá uma ótima colaboração para compreendermos o processo da perda e superar o luto. Obviamente que a maioria das pessoas não tem acesso aos textos de Freud. Por isso cabe aos terapeutas e demais profissionais da área de saúde mental ajudar que seus pacientes possam ter uma experiência de superação do luto sem correr o risco de um possível adoecimento.

 

A psicologia classifica o processo do luto em diversas fases. Para a psicanálise [a área em que atuou] não é possível fazer essa classificação de etapas no processo das perdas. As etapas podem se fundir, ou, uma se sobrepor a outra. De qualquer maneira, minha intenção aqui, é ajudar com esta modesta reflexão, a pessoa iniciar um processo de pensar um pouco mais sobre a superação do luto.

 

Pessoalmente vivi em diferentes épocas da minha vida lutos difíceis. Ainda antes dos meus dez anos de idade presenciei pela primeira vez o funeral de minha irmãzinha ainda bebê. Aquilo era muito estranho para uma criança de oito anos. Em minha juventude vivi um doloroso processo de perda de um lindo e querido mano com apenas dezenove anos. Ele perdeu sua vida para uma bala de uma arma de fogo. O processo de luto desse inesquecível mano trouxe para meus pais no período de um mês um envelhecimento facial e corporal que correspondia a dez anos. Meus manos e manas, ainda crianças e adolescentes passaram por um processo tão doloroso que a gente de muitas formas evita até hoje trazer à memória compartilhada àquela tragédia. Mais tarde como adulto e como profissional inserido no concreto da vida e da missão, voltei a ter uma perda de uma linda mana com trinta e seis anos de idade. Naturalmente que continuei vivendo os mais diferentes lutos. Há dois anos perdi um amigo muito querido, o Luiz Eduardo Toth, com quarenta e oito anos de idade apenas, e de forma totalmente inesperada, considerando que dois meses antes do seu óbito, sua vida era totalmente funcional e saudável. Esse luto ainda está muito presente e intenso em mim. Cada dia procuro fazer um pequeno passo na superação dele.

 

Vivo outros lutos, não relacionados à perda de pessoas para o óbito, mas perdas para outras situações e espaços que a vida nos traz. Ter que fechar um longo ciclo de vida, mudar de uma região para outra, mudar de endereço, deixar vizinhos e amigos queridos em outro espaço, mudar de atividades, são perdas que de muitas formas geram em nós um processo de desgaste que é uma forma de luto.

 

No luto eu não quero perder o “objeto”. No luto eu passo a vivenciar cada dia um vínculo ativo com o objeto amado e que perdi. Esse processo de pensar constantemente no objeto, ou mesmo sentir a presença do objeto, traz um desgaste muito grande. Esse desgaste consome muita energia e vai de alguma forma me levando a um cansaço. Vivenciar o luto significa saber que se vai experienciar de forma visceral a ausência do objeto perdido. O fato de não o possuir mais traz uma dor e uma sensação de impotência, de desespero, de profunda tristeza e até mesmo de enorme raiva.

 

Compreender que entrar em um processo de luto traz uma desorganização em nossa vida ajuda a evitar maiores prejuízos. Muitas vezes o enlutado não percebe o grau dessa desorganização emocional, funcional, espiritual e existencial. Um luto gera muita tristeza e dor emocional. Gera também uma indescritível saudade e uma angústia elevada. Mas é preciso superar o luto e encontrar as devidas ferramentas para fazer o manejo em prol da cura. Aderir a um processo de psicoterapia é muito importante. Um tratamento medical as vezes é necessário.

 

Precisa-se no processo de superação do luto compreender que temos um grande trabalho a ser feito para sairmos de terreno do sofrimento. O sofrimento pode nos levar ao adoecimento a partir da tristeza. A consciência racional, espiritual ou terápica desse processo nos leva a abraçar a saudade e sair da tristeza melancolia e talvez depressão.

Saudades sim, tristeza jamais!

 

A seguir três relatos de luto

e que serão retomados na sessão de terapia de luto.

 

Luto 1

 

“Três meses após nosso casamento, nossa vida era a mais feliz possível. Tínhamos recém conversado com muito amor que iriamos nos organizar para ter nosso primeiro filho. Ela estava radiante de felicidade e nossa vida era cheia de muita alegria. Em uma pequena viagem de trabalho a uma cidade vizinha ela sofreu um acidente. Num cruzamento um veículo com um condutor desatencioso cortou a sua frente. Ela foi levada inconsciente para o hospital. Ficou lá dois dias e foi a óbito. Meu mundo desabou e levei alguns anos para retomar minha vida novamente em minhas próprias mãos”.

 – Relato em uma sessão de terapia citado pelo psiquiatra Irvin D. Yalom.

 

Luto 2

 

“A cada dois anos meus pais vinham à nossa casa e ficavam em torno de trinta a quarenta dias conosco. Assim eles viam nossos pequenos filhos crescerem. A partir de uma certa idade os longos voos transatlânticos eram pesados para eles. Então, ficamos uns seis anos sem contato físico. Organizei-me e fui passar quatro semanas com meus pais. Ir ao meu país onde estava há quase 30 anos ausente era algo muito bom para mim. Não tive condições de ir antes ao meu país por fatores vários. Ao chegar fiquei sabendo da real situação. Minha mãe evitou que informasse a mim e ao meu marido da gravidade do quadro de meu pai. Na mesma noite que cheguei fui correndo ao hospital e pude ainda encontrá-lo consciente. Ele ficou muito feliz ao me ver e pude abraçá-lo em seu leito, mesmo com todos aqueles fios e sondas que estavam conectados ao seu corpo. Ele me pediu com muito amor: ‘cuide muito de sua mamãe. Ela vai sofrer muito quando eu for embora’. Disse ao papai que faríamos tudo o que fosse possível para a mamãe ficar bem. Dos seus lindos olhos correram lágrimas. Dois dias depois papai nos deixou. Pude assumir todo o processo de velório e sepultamento do papai. A idade da mamãe não permitia ela lidar com nada daquilo. E então veio a terrível pergunta: como ajeitar a nova situação da mamãe? Ele não podia viver sozinha na ampla casa onde eles viveram juntos por quase sessenta anos. Sou filha única e minha família não pode sair de seu mundo que é o sul da Alemanha. Após tantas análises e conversas com pessoas que podiam me ajudar em uma reposta, cheguei a única e mais prudente solução que era deixar a mamãe em um residencial de idosos. Não era um asilo no sentido tradicional dessa palavra. Era um desses residenciais bem modernos com toda a infraestrutura de saúde e muitas formas de cuidados. Para minha surpresa e o melhor para todos mamãe aceitou prontamente. Não podia levar ela para a Europa e eu não tinha como sair de lá ao menos nesse tempo. Mas eu voltei para casa arrasada: sem meu pai, sem minha mãe no conforto de sua casa e sem paz na minha mente, por estar impotente em dar uma outra solução para minha mãe. Por mim ela viria comigo para minha casa. Mas as condições diversas e a debilidade física dela não permitiam. Entrei em um espiral emocional de luto e sofrimento que jamais imaginava antes”.  – Relato em uma sessão de terapia.

 

Luto 3

 

“Após 30 anos na mesma empresa meu pai um dia foi despedido. Ele entrou lá quando era bem jovem e subiu a cargos de muita responsabilidade e confiança. A frase que disseram para ele foi curta e despida de alma: Sr. Michel, a empresa não pode mais continuar com seu trabalho. Sua idade não está dentro dos novos parâmetros de expansão global da empresa que passa a investir somente em pessoal mais jovem. Na próxima semana o senhor não precisa estar mais aqui. Favor passar no escritório para os devidos procedimentos de desligamento. Nas semanas seguintes papai foi ficando desfigurado, triste, começou a ter desarranjo intestinal e algumas tonturas. Os exames nada detectavam e sua saúde biofísica era muito boa, com todas aquelas taxas laboratoriais em dia. Ele sempre foi muito saudável. Mas sua alma estava morrendo. E em três meses depois papai foi a óbito a partir de AVC isquêmico muito agressivo. Até hoje ainda não assimilamos essa perda prematura de nosso pai que só tinha sessenta e quatro anos de idade”.  

Baseado em um diálogo do filme [Peter Von Kant] de Rainer Werner Fassbinder.

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